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CANSEI DA MINHA CASA: Como deixá-la mais bonita sem reformar tudo?

  • Foto do escritor: betanea gomes de andrade
    betanea gomes de andrade
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Nem sempre a vontade de mudar significa que precisamos começar tudo de novo. Às vezes, o primeiro passo é entender o que deixou de funcionar e olhar de outra maneira para aquilo que já temos.


varanda gourmet decorada e acolhedora, golden hour

Se você está se perguntando como mudar sua casa sem reformar tudo, talvez o primeiro passo não seja comprar coisas novas, mas entender o que realmente deixou de funcionar.

Tem uma hora em que você olha para a sua casa e pensa:

“Cansei. Quero mudar tudo.”

Talvez você já não goste mais das cores. O sofá parece estar no lugar errado. A sala nunca ficou exatamente como você imaginava. Ou você olha ao redor e sente que foi comprando coisas ao longo dos anos, mas que elas nunca chegaram a formar um conjunto.

E aí começa aquela vontade de trocar o sofá, pintar as paredes, comprar uma mesa nova, mudar os quadros...

Eu conheço bem essa sensação.

Quando decidi atualizar a minha própria casa, também poderia ter partido desse lugar: escolher tudo novo e começar novamente.

Mas não foi isso que fiz.


Antes de pensar no que comprar, olhei para o que precisava mudar

Uma casa não precisa necessariamente de uma grande reforma para parecer diferente.

Às vezes, mudar a posição dos móveis melhora a circulação e transforma completamente a maneira como usamos um ambiente.

Uma iluminação diferente muda a sensação que temos à noite.

Uma nova composição de cores pode conectar móveis que antes pareciam não conversar entre si.

E aquele móvel que você estava pensando em descartar talvez funcione perfeitamente em outro lugar.

Na minha reforma, por exemplo, algumas coisas mudaram, outras permaneceram e outras simplesmente ganharam uma nova leitura.

Foi justamente essa mistura entre o que já era meu e aquilo que representava a nova fase que fez a casa continuar sendo minha depois da transformação.


Mas como saber o que fica e o que precisa mudar?

Eu começaria por uma pergunta muito mais simples do que “qual estilo de decoração eu gosto?”:

O que está me incomodando aqui?

Pode ser que sua sala seja bonita, mas não funcione para a maneira como você realmente a utiliza.

Pode ser que a iluminação deixe tudo sem graça.

Pode ser que existam móveis demais.

Ou talvez sua casa continue praticamente igual há anos, enquanto sua rotina, seus gostos e até a maneira como você quer viver mudaram.

Foi falando sobre a minha própria reforma que percebi o quanto essa pergunta ultrapassava decoração.

Nós mudamos. E nem sempre percebemos quando a nossa casa deixa de acompanhar essa mudança.

Essa mesma questão começou a aparecer também nas conversas que tive com outras pessoas sobre suas próprias transformações: histórias diferentes, momentos diferentes, mas sempre alguma relação entre aquilo que estava acontecendo na vida e os espaços que passaram a fazer sentido depois dela.


Então, antes de sair às compras...

Olhe novamente para a sua casa.

O que ainda representa você?

O que funciona?

O que está ali apenas porque sempre esteve?

E, principalmente: como você gostaria de viver esse espaço daqui para frente?

No meu trabalho como designer, esse também é o ponto de partida de muitas consultorias.

Antes de escolher o sofá, a cor da parede ou a luminária, eu procuro entender o que aquele ambiente precisa proporcionar e o que podemos aproveitar do que já existe.

Só depois vêm layout, cores, iluminação, mobiliário, decoração e as novas compras.

É daí que vem uma frase que repito muito:

Planeje-se antes de ir às compras.

Porque talvez você não precise de uma casa completamente nova.

Talvez precise apenas descobrir o que ainda faz sentido na casa que já é sua e o que precisa mudar para ela voltar a fazer sentido para você.


Da casa para a vida


Eu sou Betanea, designer de interiores e fundadora da Be Designer. Por aqui compartilho histórias, experiências e aquilo que aprendo observando como nossas casas acompanham as transformações que vivemos.

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