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QUERO MUDAR MINHA CASA, MAS NÃO SEI POR ONDE COMEÇAR. O que faço primeiro?

  • Foto do escritor: betanea gomes de andrade
    betanea gomes de andrade
  • há 55 minutos
  • 3 min de leitura
Antes de entender sobre a paleta de cores e texturas, é preciso saber que estímulos sensoriais queremos despertar. Cada material tem suas características e agrega na forma como sentimos o conjunto da obra.
Antes de entender sobre a paleta de cores e texturas, é preciso saber que estímulos sensoriais queremos despertar. Cada material tem suas características e agrega na forma como sentimos o conjunto da obra.

Você olha para a sua casa e já sabe que quer mudar.

Talvez tenha até uma pasta cheia de referências salvas. Um sofá que você namora há meses. Uma cor que viu no Instagram. A luminária linda daquela loja. E algumas ideias que parecem ótimas separadamente.

O problema começa quando você tenta juntar tudo.

Por onde eu começo?

Pela pintura? Pelo sofá? Pelo móvel maior? Pela iluminação?

Minha resposta talvez pareça estranha vindo de uma designer:

não comece por nenhum deles.

 

Antes de escolher o que comprar, descubra o que precisa resolver

Uma das primeiras coisas que procuro entender quando começo um projeto ou uma consultoria é justamente isso.

Não apenas “do que você gosta?”, mas:

O que não está funcionando hoje?

Porque existe uma diferença enorme entre querer uma casa diferente e entender por que a casa que você tem não está funcionando para você.

Talvez você queira trocar o sofá, mas o verdadeiro problema seja o layout da sala.

Talvez esteja procurando uma luminária nova quando o ambiente inteiro precisa de uma iluminação mais acolhedora.

Talvez queira comprar mais um armário quando, na verdade, seja preciso rever o que está guardando e como aquele espaço está sendo utilizado.

Sem entender o problema, é muito fácil gastar dinheiro tentando resolver a coisa errada.

 


Eu também precisei fazer essas escolhas na minha casa

Quando decidi reformar minha própria casa, havia inúmeras possibilidades.

Mas uma coisa era muito clara para mim: eu não queria apagar tudo o que já existia para construir uma casa nova.

Eu queria entender o que ainda fazia sentido, o que precisava mudar e o que aquela nova fase da minha vida estava pedindo dos ambientes.

Algumas escolhas foram estéticas, claro.

Mas muitas nasceram de perguntas muito mais práticas:

Como quero usar esse espaço?

O que quero sentir quando estiver aqui?

O que já tenho e quero preservar?

O que hoje atrapalha minha rotina?

Foi só depois dessas respostas que as escolhas começaram a fazer sentido juntas.

 

Referência ajuda. Mas referência não é projeto.

Pinterest, Instagram, revistas e lojas são maravilhosos para descobrir possibilidades.

Eu também uso referências o tempo todo.

O problema é quando tentamos reproduzir uma imagem sem perguntar se aquela solução funciona na nossa casa e para a nossa vida.

Aquela sala linda pode ter outra iluminação natural, outras dimensões, outra rotina e pessoas completamente diferentes vivendo nela.

Por isso, mais importante do que perguntar “eu gosto disso?” é perguntar:

“isso funciona para mim?”

Essa pequena mudança de pergunta evita muitas compras erradas.

 

Então, por onde começar?

Se você quer mudar sua casa e não sabe por onde começar, faça primeiro um pequeno diagnóstico.

Olhe para cada ambiente e tente separar três coisas:

O que funciona e quero manter?

O que não funciona e preciso resolver?

O que gostaria de sentir ou fazer aqui e hoje não consigo?

Só depois pense em móveis, cores, iluminação e decoração.

É exatamente por isso que uma frase aparece tantas vezes no meu trabalho:

Planeje-se antes de ir às compras.

Não porque comprar coisas novas seja um problema.

Mas porque, quando você entende primeiro aonde quer chegar, cada escolha deixa de ser uma tentativa isolada e começa a fazer parte de uma transformação.

E talvez seja justamente isso que esteja faltando quando você olha para todas aquelas referências salvas e ainda não consegue começar: não mais inspiração. Direção.



Da casa para a vida


Eu sou Betanea, designer de interiores e fundadora da Be Designer. Por aqui compartilho histórias, experiências e aquilo que aprendo observando como nossas casas acompanham as transformações que vivemos.


 
 
 

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